Entre em contato

Saúde

Médica da FCecon vence prêmio nacional sobre tratamento em câncer de mama

A especialista foi a grande campeã da categoria “Inovação em Câncer de Mama”

Publicado

em

Manaus (AM) – A médica mastologista e chefe do serviço de Mastologia da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), Hilka Espírito Santo, venceu, na noite de terça-feira (23), o Prêmio Inspiradoras 2021, do Instituto Avon e plataforma Universa. A especialista foi a grande campeã da categoria “Inovação em Câncer de Mama”.

Hilka foi selecionada pelo Instituto Avon por ter mobilizado, junto à direção da FCecon, em janeiro e fevereiro deste ano, a transferência de 22 pacientes para passarem por cirurgias para tratar câncer de mama na unidade do Instituto Nacional de Câncer (Inca III), no Rio de Janeiro (RJ). Naquele período, devido ao pico da Covid-19 no estado, as cirurgias oncológicas necessitaram ser temporariamente suspensas.

Por meio de uma parceria entre Governo do Estado, Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), FCecon, Ministério da Saúde (MS), Instituto Nacional de Câncer e Força Aérea Brasileira (FAB), foram enviados três grupos de pacientes para o Inca III, nos dias 29 de janeiro, 9 e 23 de fevereiro de 2021. Todas as pacientes realizaram cirurgias sem intercorrências e voltaram para a FCecon para dar continuidade ao seu tratamento.

Gratidão 

Após o anúncio do prêmio, Hilka agradeceu pela oportunidade de participar do concurso e ressaltou que a causa câncer de mama ganha visibilidade com a premiação nacional.

“Muito obrigada! Minha palavra é gratidão. Acima de tudo, gratidão às 22 mulheres que tiveram coragem de deixar suas famílias no meio de um colapso e encarar o tratamento longe das suas famílias, da sua cidade, porque elas buscavam a vida”, disse Hilka, durante a premiação.

No discurso, a mastologista ressaltou as ações de humanização que a gestão da FCecon tem adotado. “Agradecer a instituição à qual pertenço, a Fundação Cecon, que tem uma ideia de que a humanização, o cuidado, deve sempre vir em primeiro lugar. Temos que tratar os nossos pacientes como gostaríamos de ser tratados”, destacou a médica.

Premiação

O Prêmio Inspiradoras é uma iniciativa do Instituto Avon e da plataforma feminina do UOL, Universa, que tem como missão descobrir, reconhecer e dar maior visibilidade a mulheres que se destacam na luta para transformar a vida das brasileiras.

Além da mastologista Hilka Espírito Santo, concorreram na categoria “Inovação em Câncer de Mama” a chefe do Laboratório de Genômica e Biologia Molecular do Centro Internacional de Pesquisa (Cipe) e responsável pelo Laboratório de Diagnóstico Genômico do A.C. Camargo, Dirce Maria Carraro; e a chefe do Laboratório de Fontes Radioativas para Radioterapia do Centro de Tecnologia das Radiações (Ceter/Ipen), Maria Elisa Rostelato.

Além da categoria ligada ao câncer de mama, foram premiadas mulheres nas causas violência contra a mulher e equidade de gênero. Ao todo, foram sete categorias (duas para cada tema e uma dedicada a representantes Avon que realizam trabalhos de impacto social) e 21 iniciativas concorrentes.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Dois casos da variante Ômicron são confirmados no Brasil

O casal já está em isolamento domiciliar, apresenta sintomas leves da Covid-19 e não tem histórico de vacinação

Publicado

em

Brasília (DF) – A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou nesta terça-feira (30), que foram confirmados os dois primeiros casos importados da variante Ômicron do novo coronavírus no Brasil. A confirmação foi feita pela técnica de sequenciamento genético pelo laboratório do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

Os dois casos são de um homem, de 41 anos, e de uma mulher, de 37 anos, que vieram da África do Sul. Ambos testaram positivo em exames de diagnóstico molecular (RT PCR), considerado o mais preciso para a detecção viral.

O casal já está em isolamento domiciliar, apresenta sintomas leves da Covid-19 e não tem histórico de vacinação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS), o casal reside na África do Sul e está em visita ao Brasil. Ambos chegaram ao Brasil no último dia 23, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, e testaram positivo para a Covid-19.

O material do teste foi coletado no laboratório do Hospital Albert Einstein instalado no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O exame inicial foi feito no dia 25 de novembro, quando os dois apresentavam sintomas leves.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a qualidade dos testes foi avaliada e atestada pelo Instituto Adolfo Lutz, referência regional em Covid-19.

Vacinação

Na segunda-feira (29), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a principal resposta contra a variante Ômicron é a vacinação. “Esse contrato assinado com a farmacêutica Pfizer é a prova cabal da programação do Ministério da Saúde para enfrentar não só essa variante Ômicron como as outras que já criaram tanto problema para nós”, completou.

Ele afirmou que o cuidado da vigilância em saúde no país permanece o mesmo adotado desde o começo da pandemia. “É uma variante de preocupação, mas não é uma variante de desespero porque temos um sistema de saúde capaz de nos dar as respostas no caso de uma variante dessa ter uma letalidade um pouco maior. Ninguém sabe ainda”.

Continue Lendo

Saúde

Ômicron: nova variante da Covid-19 é considerada mais perigosa e potente

A preocupação de comitês científicos do mundo todo é que essa poderia ser a primeira variante capaz de ser resistente as vacinas

Publicado

em

O Grupo de Aconselhamento Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta sexta-feira (26), um comunicado a respeito da nova cepa identificada pela primeira vez na África do Sul e que vem alarmando autoridades de saúde em todo o mundo.

A variante B.1.1.529 recebeu o nome de Omicron e foi considerada cepa de preocupação. Pela definição da OMS, variantes assim classificadas apresentam alterações genéticas que mudam o grau de transmissibilidade do vírus, a severidade de doença por ele causada, sua capacidade de escapar do sistema imunológico, de testes diagnósticos e dos tratamentos.

Além disso, elas já são transmissíveis entre comunidades e em múltiplos países, com prevalência crescente e indicação de que representam risco para a saúde pública global. As cepas também indicam possuir maior transmissibilidade e virulência em comparação às demais em circulação, além da sugestão de que representam risco de menor efetividade de medidas como testes diagnósticos, vacinas e terapias.

Primeiro caso

O primeiro caso conhecido de Covid-19 provocado pela nova cepa foi registrado no dia 9 de novembro. A OMS foi informada pela África do Sul na quarta-feira, 24. Segundo a entidade, a situação epidemiológica no país é caracterizada por três picos de casos, o último causado predominantemente pela variante Delta. No entanto, nas últimas semanas houve subida consistente de casos, coincidindo com a detecção da Omicrom.

De acordo com o documento da OMS, a cepa tem um número considerável de mutações. Evidências preliminares sugerem que ela apresenta maior risco de reinfecção em comparação às demais. O total de casos da cepa parece estar crescendo em quase todas as províncias da África do Sul. O teste ouro para detecção da presença do vírus no sangue, o RT-PCR, mostrou-se eficaz para identificar também a nova variante.

Segundo a OMS, várias pesquisas sobre a variante estão em andamento. A entidade recomenda aos países que mantenham em alerta os sistemas de vigilância sanitária e os esforços para entender como se dá a circulação das variantes do SARS-CoV-2. Também orienta que as nações compartilhem o sequenciamento genético das cepas do coronavírus em plataformas digitais com acesso público, como o GISAID.

Resistente à vacina

A preocupação de comitês científicos do mundo todo é que essa poderia ser a primeira variante capaz de realizar o chamado “escape”. Ou seja, contornar o cerco dos anticorpos gerados pelas vacinas, que se tornariam inúteis, ou muito menos eficazes.

A OMS orienta que as populações mantenham a prática de medidas protetivas como o uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento social.

Continue Lendo

Saúde

Mais de 140 mil pessoas têm diabetes no Amazonas; veja a importância da prevenção 

O diabetes é caracterizado pela produção insuficiente ou má absorção de insulina pelo organismo

Publicado

em

Manaus (AM) – Além de chamar a atenção para a saúde do homem, este mês também é dedicado a alertar a população, sobre a importância da prevenção e controle do diabetes, doença que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrange 5,4% da população adulta no Amazonas, o equivalente a 144 mil pessoas. O dado consta na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, ano em que a população com 18 anos ou mais, estimada para o Estado, era de 2,866 milhões de pessoas.

O diabetes é caracterizado pela produção insuficiente ou má absorção de insulina pelo organismo. O hormônio é responsável por regular a glicose no sangue, garantindo energia ao organismo. De acordo com a presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), enfermeira estomaterapeuta Karina Barros, a campanha ‘Novembro Azul Diabetes’ serve para sensibilizar a população sobre os cuidados que devem ser tomados desde a primeira infância, para prevenir a alteração, que entra na lista das chamadas doenças crônicas.

Especialmente porque, segundo o IBGE, em 2013, o percentual de pessoas com 18 anos ou mais, no Amazonas, diagnosticadas com o diabetes, era de 4,3%, ou seja, 1,1 ponto percentual abaixo da marca atual. O aumento no número de diabéticos é considerado preocupante, pois mostra que a prevenção não vem sendo feita da forma adequada.

Maior parte dos casos é em Manaus 

Ainda de acordo com o IBGE, dos atuais 144 mil portadores de diabetes que vivem no Estado, 83 mil, ou, 57%, vivem na capital, Manaus. Pesquisas recentes mostram que a alteração tem influência direta com o estilo de vida, o que inclui, por exemplo, uma alimentação inadequada. A presidente da Segeam explica que, na capital, especialmente, o ritmo de vida corrido, tem levado parte da população a não adotar hábitos saudáveis de vida, como uma alimentação adequada, a prática regular de exercícios físicos, entre outros.

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) afirma que todas as pessoas, diabéticas ou não, devem ter uma alimentação saudável, regulando a quantidade de doces e gordura ingeridos e mantendo um peso adequado ao seu perfil.

Destaca, ainda, que no caso de pessoas com obesidade ou sobrepeso, o emagrecimento ajuda no controle da doença. Outra dica importante é a contagem de carboidratos. Também é indicado um acompanhamento periódico por médico endocrinologista, especialmente no caso de pessoas que fazem uso de medicamentos para controlar o diabetes.

A doença pode ser dividida em vários tipos. Entre eles, estão o tipo 1, que abrange de 5% a 10% das pessoas diagnosticadas; o tipo 2, mais comum e que está presente em quase 90% dos casos; e o diabetes gestacional, fruto do desequilíbrio hormonal durante a gestação.

Controle

“Hoje, a equipe da Segeam atua na rede pública de saúde, através do programa Pé Diabético, que atende pessoas acometidas pela alteração, e que desenvolvem problemas nos membros inferiores, associadas a ela, como feridas e úlceras de difícil cicatrização, etc. Lá, buscamos orientar os pacientes sobre a alimentação adequada e a importância de se evitar o sedentarismo e a obesidade, que se associados ao diabetes, podem levar a problemas muito mais graves, como os cardiovasculares, por exemplo”, destaca.

O controle da glicemia é ponto crucial durante o processo de orientação, que se estende até a fase de pós-alta hospitalar, com o Ambulatório de Egressos, que também é público. Isso porque, a doença é causada exatamente pela alteração na produção de insulina no organismo, elevando os índices glicêmicos e tornando-os nocivos ao corpo humano.

“Em novembro e em todos os outros meses do ano, buscamos informar os pacientes sobre detalhes importantes, como a proteção dos pés, já que o diabetes deixa a pele mais sensível; a dieta apropriada para cada caso, e também reforçamos o acompanhamento psicológico”, assegurou Karina Barros.

Continue Lendo

Trending