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Amazonas

Instituto Mamiraúa firma parceria com Terramazonia Superplants

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MANAUS (AM)  Com o objetivo de contribuir e fomentar ações de conservação na Região Amazônica, a Terramazonia Superplants e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá assinaram um termo de parceria que prevê a aplicação de parte do lucro obtido com a venda dos produtos da empresa em projetos desenvolvidos pelo instituto. O contrato já está em vigor e tem duração de três anos, com opção de renovação.

Doação

Entre os principais itens do acordo, ficou estabelecido que a cada produto vendido, a TMZ doará R$ 1 (um real) ao instituto, para fortalecer iniciativas de conservação, desenvolvimento e manejo de recursos naturais conduzidas pela organização na Amazônia.

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Comunidades

Além disso, o Instituto Mamirauá e a Terramazonia concordaram em discutir a possibilidade de levar a comunidades assessoradas propostas justas para fornecimento de insumos provenientes da agricultura familiar e do manejo sustentável para os produtos da empresa.

Para o diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, Emiliano Esterci Ramalho, a iniciativa é primordial para o desenvolvimento de projetos que beneficiam diretamente os povos amazônicos.

“É muito importante esse interesse de uma empresa privada em dar um retorno para a Região. Essa parceria, na prática, significa fazer um investimento, com base no lucro da própria empresa, em ciência, em melhoria da qualidade de vida das pessoas e conservação da Amazônia. Isso é louvável, porque nós sabemos que, atualmente, os investimentos nessas áreas são muito escassos”, exaltou.

Conservação da Floresta

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De acordo com o diretor técnico-científico da Terramazonia Superplants, Emerson Silva Lima, a parceria com o Instituto Mamirauá é a oportunidade que a empresa buscava de promover ações efetivas de conservação.

“Desde que fomos criados, temos como um ponto forte a visão da economia social, que é o compartilhamento dos lucros do negócio com as comunidades. O que a empresa deseja é desenvolver ações contundentes pela preservação e o Instituto Mamirauá é o melhor parceiro que poderíamos ter, por ser uma organização séria e que tem um trabalho reconhecido. Hoje em dia, as pessoas não querem mais apenas consumir um produto. Elas também querem saber de onde ele vem, como é feito. É o consumo consciente. O nosso consumidor vai estar contribuindo diretamente para ações de conservação”, disse.

Anda para o diretor, com a atitude da Terramazonia, espera-se que outras empresas sintam-se motivadas a participar de processos do gênero.

“A parceria também traz um benefício potencial importante. Ela demonstra que as empresas podem assumir esse papel de apoiar e financiar esses temas, incentivando outras a adotarem as mesmas práticas e demonstrarem o mesmo comprometimento”, concluiu.

Sobre a Terramazonia Superplants

A Terramazonia Superplants nasceu com o propósito de promover a conexão entre  o bem-estar, a biodiversidade da Amazônia e a sustentabilidade econômica dos produtores locais. Graças à inspiração de farmacêuticos, PHD’s em biotecnologia, a empresa criou suplementos e ingredientes naturalmente funcionais – a base de plantas provenientes de comunidades locais, com o propósito de levar os benefícios da biodiversidade da Amazônia para a rotina de todos.

A TMZ utiliza frutos in natura cultivados por comunidades locais da região amazônica colaborando assim com a proteção contra desmatamentos e abandonos de áreas produtivas.

Sobre o Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá é um dos centros de excelência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e referência nacional e internacional em desenvolvimento sustentável para a conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida da população amazônica. Localizado na região do Médio Solimões, Amazonas, suas ações são voltadas à criação e à consolidação de modelos de uso da biodiversidade para o desenvolvimento econômico e social de comunidades tradicionais. Entre seus territórios de atuação estão as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, que juntas somam uma área protegida de quase 3,5 milhões de hectares.

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Amazonas

Único ambulatório de diversidade sexual e gênero do AM completa 4 anos

O projeto atende hoje cerca de 350 pacientes LGBTQIA+ com serviços diversos de saúde

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Manaus (AM) – Em alusão aos quatro anos do Ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero da Policlínica Codajás, foi realizado nesta quinta-feira (14), o evento “Saúde LGBTQIA+ e processo transexualizador no Amazonas – passado, presente e os desafios do futuro”.

O Ambulatório de Diversidade Sexual e Gênero da Policlínica Codajás é um serviço da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), do Governo do Amazonas, realizado em parceria com Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com consultas que acontecem dentro das instalações da Policlínica Codajás.

A Secretária Executiva de Assistência da Capital na SES-AM, Monica Melo, enfatizou que o evento proporciona visibilidade aos projetos e processos de trabalhos organizados pelo Governo do Estado, Secretaria de Saúde e Policlínica Codajás. “Isso também dá a eles e elas a garantia do acesso. Por meio dessa ação mostramos para a sociedade que aqui existe um trabalho e que ele ou ela pode procurar a qualquer hora que precisar, além de claro, reconhecer o trabalho que esta equipe está designada para trabalhar a questão de sexualidade”, disse.

Obedecendo todos os protocolos contra a Covid-19, o evento com vagas limitadas, ocorreu no auditório Raimunda de Souza Mendes, da unidade de saúde e contou com palestras de ministrantes do ambulatório e convidados, além da apresentação de um breve histórico sobre o ambulatório, depoimento de pacientes e apresentações culturais.

O paciente trans Ruan Gomes, de 24 anos conta que o ambulatório mudou a vida dele há exatos um ano, quando foi indicado por outro especialista a conhecer a unidade de saúde especializada no processo transxesualizador. “Aqui tenho um local especial, um atendimento humano e que realmente mudou toda a minha vida. Estou muito feliz sendo atendido com esta equipe multi de profissionais e tendo a certeza que consigo ser quem sou, com todo respeito. Por isso, fiz questão de vir contar minha história para inspirar outras pessoas”, declarou.

Dentro da programação a coordenadora do ambulatório, médica ginecologista Dra. Dária Neves, fez uma apresentação “Passado 25” com os principais marcos da história do Ambulatório através de registros fotográficos. No segundo bloco, o tema “PRESENTE – #Eufaçopartedestahistória” – trouxe narrativas dos usuários com antes e depois do serviço, impacto na vida deles e expectativas.

No terceiro bloco aconteceu a palestra “A Importância do Acolhimento no Sistema Único de Saúde (SUS), promoção de direitos e fluxo do serviço, a importância do uso do nome social e como isto a afeta a procura pela atenção e cuidado das pessoas LGBTQIA+ e a LGBTfobia no serviço de saúde, com os convidados.

No quarto bloco, o evento recebeu a coordenadora da Saúde LGBTQIA+ do Estado do Amazonas, Vivian Marangoni para falar sobre habilitação do Ambulatório, distribuição de hormônios, cirurgias no processo Transexualizador no Amazonas.

O diretor geral da Policlínica Codajás, o fisioterapeuta Ráiner Figueiredo destacou a importância do ambulatório e do trabalho que é exercido por todos. “São quatro anos de luta por uma causa tão nobre, no qual faço parte também, bem como o governo, SES, UEA, as médicas co- fundadoras, Dária e Jenniffer com uma linda história de luta em prol de um bem maior. Isso nos proporciona a certeza de que dias melhores podem acontecer para todos, com um Sus humanizado e que tem esse olhar especial para a categoria LGBTQia+. Parabéns a todos envolvidos”, destacou.

No último bloco do evento, aconteceu a palestra sobre o fortalecimento do ambulatório como Centro de pesquisas e estudo sobre gênero. Referência para capacitação a outros profissionais de saúde, com a participação da médica Dária Neves e advogado do ambulatório, Denison Melo de Aguiar.

Ao final, foi realizada a doação de roupas, adereços para os convidados, além dos parabéns com todos os presentes, entrega de brindes com direito a um lanche especial.

Sobre o ambulatório

Criado em setembro de 2017 com 24 pacientes, o projeto “Processo Transsexualizador” hoje atende 350 pacientes fixos, que recebem atendimento e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, formada por enfermeiras, assistentes sociais, psicólogos, ginecologistas, fonoaudiólogos, endócrinos e entre outras especialidades.

Em 2018, o atendimento se expandiu para 59 pessoas. Já em 2019 foram 79 pacientes. Em 2020 mesmo com as dificuldades da pandemia da Covid-19 e seguindo todos os protocolos de segurança, o número saltou para 116 atendimentos.

Acolhimento 

Entre os atendimentos prestados, na equipe de enfermagem o paciente recebe toda orientação para tramitação do nome social, descrito no cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). Na psicologia, o paciente tem consultas individuais e personalizadas. Já no setor de ginecologia, endocrinologia e fonoaudiólogo, o paciente recebe consulta para realizar o manejo hormonal e acompanhamento da mudança de voz.

O paciente tem o acompanhamento da harmonização, que dura em média dois anos, com exames clínicos e consultas, contribuindo assim, com a melhoria da saúde mental dessas pessoas.

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Amazonas

Pela primeira vez no mês de outubro, AM não registra morte por Covid-19

Também não houve registro de sepultamento pela Covid-19 nas últimas 24 horas, conforme dados da Prefeitura de Manaus

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Manaus (AM) – Pela primeira vez no mês de outubro, o Amazonas não registrou mortes por Covid-19. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira (30), pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Já casos foram notificados 50 novos, totalizando 427.058 casos da doença no estado.

Em Manaus, de acordo com dados da Prefeitura de Manaus, também não houve registro de sepultamento pela Covid-19 na quarta-feira (13).

O boletim acrescenta ainda que 623 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão sendo acompanhadas pelas secretarias municipais de saúde, o que corresponde a 0,15% dos casos confirmados ativos.

Rede de assistência

Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, internados em Manaus há 53 pacientes, sendo 26 em leitos clínicos (1 na rede privada e 25 na rede pública), 27 em UTI (2 na rede privada e 25 na rede pública).

Há ainda outros 7 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 2 estão em leitos clínicos na rede pública, 4 estão em UTI (1 na rede privada e 3 na rede pública) e 1 em sala vermelha.

No boletim consta, também, que há outros 8 pacientes em leitos clínicos internados com Covid-19, na rede pública de saúde do interior do estado, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

Banco de dados

O boletim diário é construído com as informações disponibilizadas diariamente pelas prefeituras municipais, todos os dias da semana, incluindo fins de semana e feriados.

A consolidação dos casos notificados no Amazonas é realizada pela FVS-RCP a partir de informações obtidas em três sistemas: e-SUS Notifica, Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), até as 10h de cada dia. Em Manaus, foram notificados 697.245 casos, enquanto no interior do estado, o número chega a 554.969.

Municípios

Dos 427.058 casos confirmados no Amazonas até esta quinta-feira (14), 204.498 são de Manaus (47,89%) e 222.560 do interior do estado (52,11%).

A capital, Manaus, tem 21 novos casos confirmados. No interior, os 10 municípios que têm casos novos registrados são São Gabriel da Cachoeira (14), Atalaia do Norte (4), Itacoatiara (3), Canutama (2), Boa Vista do Ramos (1), Careiro (1), Eirunepé (1), Manacapuru (1), Presidente Figueiredo (1) e Urucurituba (1).

Mortes

Entre as vítimas em Manaus, há o registro de 9.476 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 4.274.

Medidas preventivas contra a Covid-19

O uso da máscara de proteção facial, o respeito ao distanciamento entre as pessoas, a lavagem das mãos com água e sabão ou com o uso de álcool em gel, e a adesão do grupo prioritário na Campanha de Nacional de Vacinação contra a Covid-19 são as recomendações consideradas fundamentais no controle da circulação do vírus SARS-CoV-2, que continua presente no estado.

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Amazonas

Amazonas é o epicentro da exploração de madeira na Amazônia, aponta estudo

O sul do Amazonas foi o principal responsável por esse crescimento e apresentou uma elevação de 350% na exploração de madeira entre os anos de 2013 e 2019

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Manaus (AM) – Estudo inédito indica que o manejo florestal comunitário ou de concessões ambientais é o caminho para estabilizar a fronteira ativa de exploração madeireira no sul do Amazonas. Um estudo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) identificou aumento expressivo na produção madeireira do Amazonas nos últimos anos.

O sul do Amazonas foi o principal responsável por esse crescimento e apresentou uma elevação de 350% na exploração de madeira entre os anos de 2013 e 2019.

De acordo com o estudo, caso medidas não sejam tomadas para apoiar a expansão da indústria madeireira do sul do estado em bases sustentáveis, a tendência é que as florestas da região tenham o mesmo destino de outras que já foram exploradas com o avanço do arco do fogo e desmatamento rumo ao coração da Amazônia.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), juntas, as cidades de Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Humaitá, Canutama, Apuí, Boca do Acre e Tapauá lideram o aumento da expansão da atividade madeireira, que passou de aproximadamente 200 mil metros cúbicos em 2013 para cerca de 700 mil metros cúbicos em 2019.

Apenas nos oito municípios foi gerada 70% da produção de madeira em tora no Amazonas no biênio 2019-2020. Sozinhos, os municípios de Lábrea e Manicoré compõem 40% da produção no período.

O processo de alastramento da ocupação do setor florestal no sul do estado é semelhante ao que ocorreu no restante da Amazônia. As edições anteriores de relatórios do Timberflow têm chamado a atenção para o avanço da atividade madeireira em regiões da floresta amazônica.

O caso do sul do Amazonas, mais especificamente, foi favorecido pelo acesso aberto por estradas oficiais, se destacando a proposta de pavimentação da rodovia BR-319. A proximidade da região a pólos de processamento no norte de Rondônia e noroeste do Mato Grosso também beneficia esse processo, já que as cidades amazônidas se tornam um destino mais fácil e próximo aos que buscam por novas fontes de matéria-prima.

Manejo florestal sustentável

O Amazonas é um gigante florestal. Pode empregar de maneira responsável uma parcela de seus mais de 150 milhões de hectares de florestas para a geração de economias rurais duradouras no interior do estado e melhorar a qualidade de vida de suas populações tradicionais e rurais.
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No entanto, a extração realizada sem a adoção de boas práticas de manejo tem limitado o potencial da floresta e inviabilizado o mercado dos empreendimentos de madeira responsável.

Uma solução de larga escala para o aumento do suprimento responsável de madeira do estado passa por um melhor ordenamento territorial, destinando florestas de produção que pudessem ser manejadas por comunidades e empresas através do sistema de concessões florestais.

“O Amazonas tem grande potencial para o desenvolvimento do manejo comunitário e familiar (MFCF). Há mais de 14 milhões de hectares de reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável. Através da condução do MFCF em grandes unidades de produção localizadas nas florestas públicas, seria possível gerar uma solução em larga escala para o desenvolvimento de um setor florestal responsável”, informou Marco Lentini, Coordenador sênior do Imaflora.

Como exemplos, temos a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, localizada nos municípios de São Sebastião Uatumã e Itapiranga, cujo Plano de Manejo Florestal de Menor Impacto possui 2.041,40 hectares licenciados e está em exploração e transporte para atender a três contratos de fornecimento de madeira.

A Associação Agroextrativista das Comunidades da RDS do rio Uatumã (AACRDSU) é a detentora do Plano de Manejo, que tem o Idesam como assessor e responsável técnico, além de ter recebido apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES.

Já em Lábrea, na Reserva Extrativista do Rio Ituxi, a Associação dos produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (Apadrit) é detentora de Plano de Manejo Florestal de Menor Impacto, com 1.403,43 hectares licenciados, e possui contrato com empresa de material de construção em Manaus.

O Plano foi iniciado pelo Instituto Floresta Tropical (IFT) e hoje é assessorado pelo Idesam. Assim como o plano da do Uatumã, também contou com apoio financeiro do Fundo Amazônia/BNDES.

A implementação de uma agenda positiva para o Amazonas também pode beneficiar as concessões do sul do estado através da atração de investidores florestais. O maior nível de controle da ilegalidade florestal, e a consequente diminuição de riscos relacionadas à exploração madeireira, promoveria um melhor clima de negócios, o que poderia catalisar um setor florestal robusto e responsável no estado.

A plataforma Timberflow foi desenvolvida dentro do projeto “Legalidade e transparência florestal na Amazônia brasileira” do Imaflora, com apoio da Good Energies Foundation.

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