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Amazonas

Barragens de mineração na Vila de Pitinga são fiscalizadas no AM

Como a empresa está localizada no ecossistema amazônico, ambiente muito vulnerável à ação humana, as vistorias nas instalações são de extrema importância

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MANAUS (AM) – Técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) estão vistoriando as atividades realizadas pela Mineração Taboca, na Vila de Pitinga, povoado situado a 307 quilômetros de Manaus, no município de Presidente Figueiredo. A fiscalização começou na segunda-feira (02/08) e vai até este sábado (07/08).

Como a empresa está localizada no ecossistema amazônico, ambiente muito vulnerável à ação humana, as vistorias nas instalações são de extrema importância. O Portal Meu Amazonas continuará a apurar o resultado dessa vistoria.

De acordo com a assessoria,  estão sendo vistoriadas as condições das estações de tratamento hidrossanitárias, observar o padrão de lançamento de efluentes (resíduos lançados no meio ambiente, na forma de líquidos ou de gases) e analisar a viabilidade de outorga de captação superficial e subterrânea de recursos hídricos. A comitiva técnica também irá visitar algumas das barragens instaladas na região.

“Estamos fazendo o monitoramento ambiental das atividades que são ligadas à mineração na Vila de Pitinga. Queremos identificar possíveis pontos de impacto ambiental, sejam eles na captação de água ou no lançamento de efluentes, além do acompanhamento no monitoramento de barragem, que tem alguns rios de domínio estadual”, explicou Maycon Castro, engenheiro ambiental e assessor de recursos hídricos da Sema.

A ação está sendo coordenada pelo Ipaam, órgão responsável pela emissão de outorgas de uso de águas superficiais e subterrâneas e da diluição de efluentes, que é justamente a permissão solicitada pela Mineração Taboca.

A decisão do Ipaam sobre a empresa será tomada a partir da análise técnica da equipe da Sema. Os peritos da Secretaria farão mapeamento territorial com uso de drone e o monitoramento da qualidade da água por meio da sonda paramétrica.

“A Sema veio nos auxiliar, pois possui os instrumentos legais de monitoramento e visualização espacial para termos a dimensão dessas áreas que estão com bastante aporte de sedimento e recursos d’água de domínio estadual”, disse o gerente de recursos hídricos do Ipaam, Sérgio Martins D’Oliveira.

Mineração no Amazonas

A Mina de Pitinga foi implantada em 1982, em uma área que fica a cerca de 4 horas de carro do centro de Presidente Figueiredo (município a 117 quilômetros de Manaus). A Mineração Taboca, responsável pela atividade mineradora na região, é atualmente a maior produtora de estanho refinado do país e a maior produtora mundial de ligas de tântalo. As minas da região têm vida útil estimada em mais de 40 anos.

Mineração possui barragens no Amazonas

A Mineração Taboca possui em sua estrutura oito barragens de mineração e uma para a hidrelétrica que produz energia para a operação da empresa, que são classificadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional de Mineração (ANM), respectivamente.

Apesar de não ser responsável pela classificação, o Ipaam licencia e mantém vistorias de rotina nas estruturas.

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Amazonas

Instituto Mamiraúa firma parceria com Terramazonia Superplants

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MANAUS (AM)  Com o objetivo de contribuir e fomentar ações de conservação na Região Amazônica, a Terramazonia Superplants e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá assinaram um termo de parceria que prevê a aplicação de parte do lucro obtido com a venda dos produtos da empresa em projetos desenvolvidos pelo instituto. O contrato já está em vigor e tem duração de três anos, com opção de renovação.

Doação

Entre os principais itens do acordo, ficou estabelecido que a cada produto vendido, a TMZ doará R$ 1 (um real) ao instituto, para fortalecer iniciativas de conservação, desenvolvimento e manejo de recursos naturais conduzidas pela organização na Amazônia.

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Comunidades

Além disso, o Instituto Mamirauá e a Terramazonia concordaram em discutir a possibilidade de levar a comunidades assessoradas propostas justas para fornecimento de insumos provenientes da agricultura familiar e do manejo sustentável para os produtos da empresa.

Para o diretor técnico-científico do Instituto Mamirauá, Emiliano Esterci Ramalho, a iniciativa é primordial para o desenvolvimento de projetos que beneficiam diretamente os povos amazônicos.

“É muito importante esse interesse de uma empresa privada em dar um retorno para a Região. Essa parceria, na prática, significa fazer um investimento, com base no lucro da própria empresa, em ciência, em melhoria da qualidade de vida das pessoas e conservação da Amazônia. Isso é louvável, porque nós sabemos que, atualmente, os investimentos nessas áreas são muito escassos”, exaltou.

Conservação da Floresta

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De acordo com o diretor técnico-científico da Terramazonia Superplants, Emerson Silva Lima, a parceria com o Instituto Mamirauá é a oportunidade que a empresa buscava de promover ações efetivas de conservação.

“Desde que fomos criados, temos como um ponto forte a visão da economia social, que é o compartilhamento dos lucros do negócio com as comunidades. O que a empresa deseja é desenvolver ações contundentes pela preservação e o Instituto Mamirauá é o melhor parceiro que poderíamos ter, por ser uma organização séria e que tem um trabalho reconhecido. Hoje em dia, as pessoas não querem mais apenas consumir um produto. Elas também querem saber de onde ele vem, como é feito. É o consumo consciente. O nosso consumidor vai estar contribuindo diretamente para ações de conservação”, disse.

Anda para o diretor, com a atitude da Terramazonia, espera-se que outras empresas sintam-se motivadas a participar de processos do gênero.

“A parceria também traz um benefício potencial importante. Ela demonstra que as empresas podem assumir esse papel de apoiar e financiar esses temas, incentivando outras a adotarem as mesmas práticas e demonstrarem o mesmo comprometimento”, concluiu.

Sobre a Terramazonia Superplants

A Terramazonia Superplants nasceu com o propósito de promover a conexão entre  o bem-estar, a biodiversidade da Amazônia e a sustentabilidade econômica dos produtores locais. Graças à inspiração de farmacêuticos, PHD’s em biotecnologia, a empresa criou suplementos e ingredientes naturalmente funcionais – a base de plantas provenientes de comunidades locais, com o propósito de levar os benefícios da biodiversidade da Amazônia para a rotina de todos.

A TMZ utiliza frutos in natura cultivados por comunidades locais da região amazônica colaborando assim com a proteção contra desmatamentos e abandonos de áreas produtivas.

Sobre o Instituto Mamirauá

O Instituto Mamirauá é um dos centros de excelência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e referência nacional e internacional em desenvolvimento sustentável para a conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida da população amazônica. Localizado na região do Médio Solimões, Amazonas, suas ações são voltadas à criação e à consolidação de modelos de uso da biodiversidade para o desenvolvimento econômico e social de comunidades tradicionais. Entre seus territórios de atuação estão as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, que juntas somam uma área protegida de quase 3,5 milhões de hectares.

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