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Amazonas registra 49 novos casos de Covid e duas mortes

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Manaus (AM) – O Amazonas registrou 49 novos casos de Covid-19, totalizando 426.388 casos da doença no estado, e duas mortes, elevando para 13.722 o total de vidas perdidas pelo vírus. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (28), pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Segundo o boletim, foram confirmados duas mortes por Covid-19, sendo um ocorrido na segunda-feira (27) e outro foi encerrado por critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial, elevando para 13.722 o total de mortes.

Na capital, de acordo com dados da Prefeitura de Manaus, na segunda-feira (27), não foram registrados sepultamentos por Covid-19. O boletim acrescenta ainda que 796 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão sendo acompanhadas pelas secretarias municipais de saúde, o que corresponde a 0,19% dos casos confirmados ativos.

Rede de Assistência

Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, internados em Manaus há 100 pacientes, sendo 46 em leitos clínicos (7 na rede privada e 39 na rede pública), 54 em UTI (5 na rede privada e 49 na rede pública).

Há ainda outros 14 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 11 estão em leitos clínicos na rede pública, 3 estão em UTI (2 na rede privada e 1 na rede pública).

No boletim consta, também, que há outros 10 pacientes internados com Covid-19, na rede pública de saúde do interior do estado, conforme informado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Desses, 1 está em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 9 em leitos clínicos.

Banco de dados 

O boletim diário é construído com as informações disponibilizadas diariamente pelas prefeituras municipais, todos os dias da semana, incluindo fins de semana e feriados.

A consolidação dos casos notificados no Amazonas é realizada pela FVS-RCP a partir de informações obtidas em três sistemas: e-SUS Notifica, Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e o Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), até às 10h de cada dia. Em Manaus, foram notificados 681.803 casos, enquanto no interior do estado, o número chega a 549.604.

Municípios

Dos 426.388 casos confirmados no Amazonas até esta terça-feira (28/09), 204.167 são de Manaus (47,88%) e 222.221 do interior do estado (52,12%).

A capital, Manaus, tem 12 novos casos confirmados. No interior, os 12 municípios que têm casos novos registrados são Jutaí (15), Itacoatiara (6), Maraã (4), Humaitá (3), Anori (2), Boca do Acre (1), Eirunepé (1), Ipixuna (1), Lábrea (1), Presidente Figueiredo (1), São Gabriel da Cachoeira (1) e Uarini (1).

Mortes 

Entre as vítimas em Manaus, há o registro de 9.459 óbitos confirmados em decorrência do novo coronavírus. No interior, são 61 municípios com óbitos confirmados até o momento, totalizando 4.263. Há dois novos óbitos em Manaus.

Medidas preventivas contra a Covid-19 – O uso da máscara de proteção facial, manter a distância entre as pessoas, lavagens das mãos com água e sabão ou a utilização de álcool em gel e a adesão à imunização realizada na Campanha de Nacional de Vacinação contra a Covid-19, são as recomendações consideradas fundamentais no controle da circulação do vírus SARS-CoV-2, que continua presente no Estado.

Referência

A FVS-RCP é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas e atua no monitoramento de doenças no estado. A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus. Permanecem como principais medidas o uso da máscara de proteção facial, lavagens das mãos e a adesão à Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19.

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Amazonas

Curso de gastronomia da Faculdade Santa Teresa promove aula show na FIGA 2021

A feira acontece no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, localizado na avenida Constantino Nery

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Manaus (AM) – O curso de Gastronomia da Faculdade Santa Teresa está presente na edição 2021 da Feira Internacional de Gastronomia Amazônica (FIGA). Nesta sexta-feira (22) e sábado (23), a partir das 17h, professores da instituição estarão realizando aula show, ensinando receitas práticas para o dia a dia. A feira acontece no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, localizado na avenida Constantino Nery. A entrada é gratuita.

A FIGA é promovida pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seccional Amazonas (Abrasel). Começou na última quinta-feira (21) e segue até este sábado (23). A FIGA é um evento que realiza intercâmbio entre chefs regionais e internacionais e divulga a gastronomia da região para diversos países. Além de exposição de produtos e serviços, o evento conta com rodada de negócios, programação técnica e arena gastronômica com participação de chefs renomados da região, do Brasil e de outros países.

Como preparar a receita?

Nesta sexta-feira (22), o público vai aprender a preparar Brisée de frango cremoso. Além do prato, os professores vão ensinar técnicas de preparo da massa e montagem. No sábado (23) a aula será de Mujica, prato tradicional da região, feito com peixe e farinha.

A coordenadora do curso de Gastronomia da Faculdade Santa Teresa, Marcia Regina de Carvalho Martins, explica que além de participar das aulas show, o público vai poder conhecer um pouco da proposta pedagógica da graduação oferecida pela instituição. O curso de Gastronomia da FST recebeu autorização do Ministério da Educação (MEC) para começar a funcionar em julho deste ano. A graduação recebeu a nota máxima 05 na avaliação do órgão. A avaliação abrange aspectos como infraestrutura, proposta pedagógica e qualificação do corpo docente.

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Amazonas

No Amazonas, 58 municípios zeram internações por Covid-19

Em todos os 61 municípios, há apenas 6 pacientes internados para tratamento da Covid-19

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Manaus (AM) – O Amazonas vem registrando queda no número de internações por Covid-19 no interior do Estado. Dos 61 municípios, 58 não apresentaram internações pelo novo coronavírus nesta quarta-feira (20). Apenas os municípios de Fonte Boa, Coari e Itacoatiara possuem leitos de Covid-19 ocupados.

A taxa de ocupação de leitos Covid-19 no interior está entre as mais baixas desde o início da pandemia: 2% para leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e menos de 1% para leitos clínicos, segundo o último Boletim Diário da Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Entre os leitos destinados à Covid-19 nos 61 municípios do interior, dos 177 leitos de UCI, apenas quatro estavam ocupados e dos 881 leitos clínicos, somente dois tinham pacientes em tratamento, o que corresponde a 0,2% dos leitos ocupados.

“No Amazonas, todos os municípios já oferecem vacina para a população a partir dos 12 anos de idade; e a dose de reforço para a população acima dos 60 anos e para os trabalhadores de saúde, que tomaram a segunda dose há mais de seis meses, o que confirma o empenho do Estado na organização logística, capacitação e distribuição dos imunizantes para todos os municípios do Amazonas”, ressalta o secretário de Estado de Saúde, Dr. Anoar Samad.

Vacinação

Até o momento 79,9% da população do Estado acima de 12 anos, contemplada com a vacina, já tomou a primeira dose e 52,9% está com o esquema vacinal completo, ou seja, tomaram as duas doses do imunizante ou a dose única.

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Amazonas

Relatório da CPI da Covid pede o indiciamento de Bolsonaro por nove crimes

Renan Calheiros disse que está disposto a receber sugestões para “alterar e melhorar” o texto até a votação

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Manaus (AM) – Após quase seis meses de trabalho, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou oficialmente, nesta quarta-feira (20), seu relatório à CPI da Pandemia. Numa reunião que começou tumultuada, o senador leu apenas uma pequena parte das 1.180 páginas do documento, que agora ficará disponível por uma semana aos demais integrantes do colegiado.

Renan disse que está disposto a receber sugestões para “alterar e melhorar” o texto até a votação  — que será nominal e ostensiva — prevista para a próxima terça-feira (26). Na mesma data também serão apresentados votos em separados de outros parlamentares.

O relator identificou 29 tipos penais e sugeriu o indiciamento de 66 pessoas, incluindo deputados, empresários, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga. Foram apontados ainda crimes cometidos por duas empresas: a Precisa Medicamentos e a VTCLog.

Renan não poupou o presidente Jair Bolsonaro, que foi acusado formalmente de ter cometido nove crimes: prevaricação; charlatanismo; epidemia com resultado morte; infração a medidas sanitárias preventivas; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; crime de responsabilidade e crimes contra a humanidade.

Na véspera da apresentação do texto, foram retiradas as acusações relativas aos crimes de homicídio qualificado e genocídio contra indígenas. As propostas não receberam apoio de outros integrantes do comando da comissão e havia dúvidas quanto à caracterização das condutas.

Três filhos do presidente também constam no relatório: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), todos são alvos de pedido de indiciamento por incitação ao crime.

“Essa comissão colheu elementos de prova que demonstraram sobejamente que o governo federal foi omisso e optou por agir de forma não técnica e desidiosa no enfrentamento da pandemia, expondo deliberadamente a população a risco concreto de infecção em massa. Comprovaram-se a existência de um gabinete paralelo, a intenção de imunizar a população por meio da contaminação natural, a priorização de um tratamento precoce sem amparo científico, o desestímulo ao uso de medidas não farmacológicas. Paralelamente, houve deliberado atraso na aquisição de imunizantes, em evidente descaso com a vida das pessoas”, acusou Renan.

Defesa 

Na reunião desta quarta-feira, novamente senadores governistas alegaram que a CPI focou apenas o governo federal, com o objetivo de desgastar o presidente Bolsonaro. Eduardo Girão (Podemos-CE), que se declara independente, disse que a comissão fechou os olhos à atuação de governos estaduais e prefeituras e virou instrumento de perseguição política. Ele pretende apresentar um voto à parte.

Antes da leitura do relatório, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), teve a oportunidade de apresentar uma defesa do governo federal por pouco mais de 20 minutos.

O senador fez críticas ao trabalho da comissão, que, segundo ele, agiu de forma política na tentativa de incriminar o presidente da República; enumerou as medidas adotadas para salvaguardar os serviços públicos e a população durante a pandemia e lembrou que o Brasil já tem hoje 151 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose, estando à frente, em termos percentuais, de países como Estados Unidos, Alemanha, México, Índia, África do Sul e Rússia.

“Um ato político não pode ensejar a criminalização de um residente de um país com mais de 200 milhões de habitantes. O direito não pode ser utilizado como instrumento de política. Ou se faz um relatório final técnico ou se elabora uma opinião comprometida politicamente. Não há como mesclar as duas coisas, ou seja, aparência de tecnicidade em um relatório ideológico. Impõe-se foco técnico e ausência de viés político e atuação dentro dos limites constitucionais”, disse.

Apresentação de destaques 

A reunião foi aberta com a apresentação de questões de ordem dos senadores sobre a organização dos trabalhos da comissão na leitura e votação do relatório. Um dos pontos debatidos foi o direito ao pedido de destaques, para votação em separado, conforme reivindicado pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO).

O presidente Omar Aziz (PSD-AM) alegou não haver norma regimental e nem precedente em outras CPIs sobre o assunto e que não seria cabível pedido de destaque. O posicionamento recebeu o apoio de oposicionistas.

“Não se trata de uma proposição legislativa. É uma investigação e, por isso, não cabe destaque. Não se tem como mitigar o que foi encontrado pelo relator após a investigação ou melhorar um dado da realidade. Portanto não cabe destaque”,  avaliou Rogério Carvalho (PT-SE).

Marcos Rogério reclamou ainda do pouco tempo dado pela presidência para leitura dos votos em separado, na próxima reunião, e disse que 20 minutos não seriam o bastante para a apresentação dos textos.

Indiciamento do presidente

O representante de Rondônia também apresentou outra questão de ordem, alegando que o relatório final não poderia propor o indiciamento do presidente da República por cometimento de ilícito penal. Segundo ele, o chefe do Executivo tem um conjunto de prerrogativas de índole processual a fim de lhe assegurar o livre exercício do mandato conferido pela maioria dos eleitores. Conforme Marcos Rogério, “por conta do exercício do cargo, a situação do residente da República é sui generis, sendo diversa da situação de qualquer outra autoridade constituída”.

A questão de ordem foi indeferida pelo presidente Omar Aziz, que alegou que o Senado tem competência para julgar crime de responsabilidade do presidente e seria um contrassenso se não pudesse investigá-lo no âmbito de uma CPI. Ainda segundo ele, cabe ao Parlamento a fiscalização dos atos do Poder Executivo, em especial do chefe do Poder Executivo.

“Embora o presidente não tenha prestado depoimento ao colegiado, as imputações que lhe são feitas resultam do vasto arcabouço de documentos recebidos pela comissão, dos depoimentos colhidos, bem como do acervo de declarações públicas, gravações e postagens em redes sociais colhidas ao longo desses meses. Nenhum cidadão está acima da lei, isso vale inclusive para o presidente Jair Messias Bolsonaro!”, sentenciou, irritado, Omar Aziz.

Amazonas

Já o senador Eduardo Braga (MDB-AM) considerou inaceitável que o relatório final não peça a punição de nenhum dos responsáveis pelo caos vivido no Amazonas durante a pandemia.

Para ele, não há dúvida de que houve uma série de crimes e há criminosos que agora precisam ser punidos. O parlamentar apresentou um adendo ao voto de Renan Calheiros, exigindo a punição dos responsáveis, inclusive do governador Wilson Lima.

“Nosso estado foi transformado em um verdadeiro campo de testes, com experimentos, com remédios ineficazes; falta de oxigênio, de leitos de internação e até de covas para enterrar os nossos conterrâneos. Nenhum estado sofreu tanto quanto o Amazonas. Não há nenhuma dúvida de que houve uma série de crimes e de criminosos que precisam ser punidos. Por isso, o Amazonas continua se sentindo injustiçado”,  afirmou Braga, que apresentou um adendo ao voto do relator sobre o tema.

Os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF) e Soraya Thronicke (PSL-MS) também apresentaram a Renan Calheiros uma complementação de voto tratando especificamente da situação de seus estados: Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Propostas legislativas

O vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) comunicou que, ao longo do funcionamento da comissão de inquérito, o Portal e-Cidadania, do Senado, recebeu de cidadãos, desde março de 2020, centenas de ideias legislativas relacionadas à CPI e ao drama da pandemia de covid-19.

Segundo ele, as propostas vão ser encaminhadas ao relator Renan Calheiros (MDB-AL), que ainda terá tempo para acrescentar em seu voto final as propostas consideradas mais relevantes e pertinentes. O senador disse que até o dia 26 de outubro estará à disposição para aperfeiçoar seu texto.

Antes de encerrar a reunião, o presidente Omar Aziz comentou a notícia de que Jair Bolsonaro teria “dado gargalhada” quando foi informado do conteúdo do relatório de Renan Calheiros e mandou um recado ao presidente:

“O país precisa de afeto, e as imputações ao senhor e ao seu governo são sérias. Não creio que seja uma risada de alívio; pelo contrário é de temor”,  afirmou.

*Com informações da Agência Senado

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