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Saúde

Combate à obesidade exige mudanças radicais de comportamento

Médica alerta para problemas ocasionados pela obesidade e aponta meios para combatê-la

Combate à obesidade exige séria tomada de decisões para adição de hábitos saudáveis

A prevalência da obesidade na população brasileira era de 11,8% e, em dez anos, subiu para 18,9%. Ou seja, aproximadamente um de cada cinco brasileiros é obeso, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Essa pesquisa reflete os dados levantados pelo Ministério da Saúde em 2016 com mais de 53 mil pessoas com mais de 18 anos de idade de todas as capitais brasileiras.

O que é obesidade?

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, o que pode ser medido através do índice de massa corpórea (IMC). Obesos têm um IMC entre 30 a 35 kg/m². Aqueles que têm o IMC entre 25 a 30 kg/m2 estão com sobrepeso e também precisam de atenção especial.

Junto com a obesidade, o Ministério da Saúde registrou também nos últimos dez anos o aumento de outras doenças relacionadas ao excesso de peso, como:

  • Diabetes – Passou de 5,5% da população para 8,9%.
  • Hipertensão arterial – Passou de 22,5 da população para 25,7%.

O que podemos fazer contra a obesidade?

Quando pensamos na necessidade de perder peso, geralmente as primeiras ideias que vêm à mente são as estratégias consideradas mais fáceis e rápidas, como dietas da moda, medicamentos revolucionários e novos tipos de cirurgia. A chave do sucesso no tratamento da obesidade, no entanto, está na mudança de hábitos, afirma a dra. Claudia Cozer Kalil, endocrinologista do Hospital Sírio-Libanês.

Segundo a médica, essas mudanças levam tempo e estão associadas a fatores emocionais, nutricionais e a prática de atividade física. “Sedentarismo, refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos com fritura e açúcar se refletem diretamente no ganho de peso”, lembra a endocrinologista.

O excesso de gordura pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite, apnéia e derrame. Por causa do risco envolvido, é bom que você perca peso mesmo que não esteja se sentindo mal agora. É difícil mudar seus hábitos alimentares e fazer exercícios. Mas, se você planejar, pode conseguir.

Quando você ingere mais calorias do que gasta, você ganha peso. O que você come e as atividades que você faz ao longo do dia influenciam nisso. Se seus familiares são obesos, você tem mais chances de também ser. Além disso, a família também ajuda na formação dos hábitos alimentares.

Veja algumas dicas para perder peso e se prevenir da obesidade

  • Evite usar condimentos calóricos e fazer compras nos supermercados antes das refeições. Isso ajuda a evitar compras — e calorias — desnecessárias.
  • Coma somente se estiver sentado. Isso evitará consumir pequenas quantidades de alimento, em pé, diante da geladeira, por exemplo.
  • Use pratos pequenos para comer e não coloque travessas com alimentos sobre a mesa.
  • Diminua o ritmo da refeição descansando os talheres sobre a mesa ou ingerindo água entre as garfadas.
  • Pratique algum exercício físico que se adapte a seu estilo de vida e que seja de seu agrado. Caso contrário, são muitas as chances de interrupções.
  • Fazer 30 minutos por dia de exercícios físicos de moderada intensidade (caminhada em ritmo acelerado, hidroginástica e bicicleta) é suficiente para quebrar o sedentarismo. Esses 30 minutos podem ser contínuos ou divididos em três períodos de dez minutos cada.
  • Pequenas modificações no dia a dia — como subir escadas, descer do ônibus um ponto antes, passear com o cachorro e varrer a casa — ajudam a movimentar mais e podem servir como um estímulo para o início de uma atividade física diária.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

Portal Meu Amazonas com informações do Hospital Sírio Libanês

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